segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Especialistas em moda 'detonam' estilo Cristina

Para críticas de moda brasileiras, Cristina Kirchner é 'cafona' e 'inapropriada'.
Neste domingo (28) ela foi eleita a primeira presidente mulher da história da Argentina.
Giovana Sanchez Do G1, em São Paulo entre em contato
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
Foto: AFP
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Cristina Kirchner comemora a vitória, nesta segunda-feira (29) (Foto: AFP)

Se as eleições na Argentina fossem um grande júri de moda, provavelmente Cristina Kirchner não teria sido eleita presidente. Para duas brasileiras especialistas em moda e estilo, a vaidosa primeira-dama é "cafona", "exagerada" e "inadequada".


Para a consultora de moda Manu Carvalho, o “estilo Kirchner” não é nada adequado para uma futura chefe de Estado. “No trabalho, nada pode chamar mais a atenção do que o próprio trabalho”. E, no caso de Cristina, “suas escolhas têm mais cara de festa do que de ocasiões profissionais”.


Veja aqui os modelitos de Cristina e a opinião da especialista

“Ela nunca está discreta e com um foco mais profissional, corporativo. Está sempre chamativa, colorida, estampada, desgrenhada, descabelada, cheia de bijoux, sorridente demais. Ela é totalmente inadequada”, afirma Manu.


A consultora diz que o ideal de vestuário para uma pessoa pública como Cristina Kirchner seria usar cores sóbrias, modelagens clássicas, assessórios leves e delicados e cabelos curtos e comportados. "O estilo dela não é nada bom para uma chefe de Estado e vai precisar trabalhar muito para estar adequada, à altura do cargo", diz a consultora.


A jornalista e crítica de moda Lílian Pacce também vê exageros e algo de cafona no estilo Cristina. Mas diz que isso não é necessariamente ruim para sua imagem, já que ela sabe tirar proveito político dessa característica.

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Seu estilo “ousado” e “sem medo de exageros”, como classifica Pacce, reforça a imagem populista. E é “exatamente isso que ela pretende passar”, diz. Vale lembrar que o casal Kirchner tenta capitalizar para si a herança política do peronismo, muito associado às massas.

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Cores fortes, estampas chamativas, tecidos brilhantes e maquiagem forte parecem ser a marca registrada do estilo Cristina. “Ela prefere parecer jovial. Usa, por exemplo, pulseirinha no tornozelo, mesmo que o adereço não esteja sintonizado com sua posição. O toque acaba ficando cafona, mas para o eleitorado pode parecer ‘moderno’”, diz Pacce.


Confira abaixo os modelitos usados pela então candidata Cristina Kirchner nos últimos meses e a opinião de Manu Carvalho sobre o "estilo Cristina":

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Em visita de dois dias à Alemanha, Cristina Kirchner cumprimenta a chanceler alemã, Angela Merkel, em setembro deste ano. (Foto: AFP)

"Gola para fora e casaco com muita informação na textura. A cor é até discreta, mas a roupa não tem cara de trabalho."

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Cristina Kirchner (direita) acena para o público ao lado da filha do ex-presidente chileno Salvador Allende, em outubro deste ano. (Foto: AFP)


"Camisa muito estampada e gola desgrenhada e para fora. Nada profissional."

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Casal Kirchner encontra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Buenos Aires, em agosto deste ano. (Foto: AFP)

"O casaco estruturado é bom, mas o colar exagerado não tem nada a ver, principalmente em um evento diurno."

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Em março deste ano, com o presidente do Equador, Rafael Correa (Foto: AFP)


"Vestido e casaco em tecidos brilhantes! E em cores muito vivas, limão e turquesa! Totalmente inapropriado. E ela pode usar uma estampa oriental com mais foco, numa solenidade que tenha algo a ver. Sem querer ser literal, mas lembrando que usar algo oriental numa ocasião oriental seria muito gentil e de bom tom."

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Cristina Kirchner junto ao presidente espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, em julho deste ano. (Foto: AFP)

"É a roupa mais adequada: estruturada, clara e harmônica."

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Quando ainda era ministro do interior, o hoje presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu a primeira-dama argentina, Cristina Kirchner, em Paris. (Foto: AFP)

"As cores até são boas por serem mais sóbrias, mas ela ainda mistura estampas, na textura de brocado do casaco com as listras no tecido brilhante de dentro. Um pouco demais. E o colarzão é totalmente dispensável."


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O presidente argentino, Nestor Kirchner, e a primeira-dama, Cristina Kirchner, recebem em Buenos Aires a rainha dos Países Baixos, Beatrix Armgard (Foto: AFP)



"Casaco e vestido no joelho é uma dupla infalível, muito bom. Branco e preto também, ótimo. Agora, estampa não é tão bom. A bolsinha, discreta e de alça curta, está perfeita."


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Em visita ao Brasil, Cristina Kirchner encontra-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, Marisa Letícia, em outubro deste ano. (Foto: AFP)

"Comprimento da saia é adequado. Saia rodada não é um símbolo corporativo e muito menos um casaquinho de tecido estampado e brilhante. A bolsa trabalhada e com alça mais longa também não parece a mais adequada para uma situação profissional. Eu recomendaria uma alça mais curta e uma bolsinha mais estruturada."


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Casal Kirchner caminha ao lado do presidente Lula, em abril deste ano. (Foto: AFP)

"Cores leves e neutras são boas, mas tecidos esvoaçantes não são bons. O colar não está dos piores, mas mesmo assim, não dá uma leitura corporativa."

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Em ato político, o casal Kirchner posa ao lado do governador de Río Negro, Carlos Soria, em agosto deste ano. (Foto: AFP)

"Camisa desgrenhada e gola para fora, nada bom..."

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Cristina e seu marido, Néstor, quando ele venceu as eleições, em 2003 (Foto: AFP)



"Também adequado. Paletó estruturado, sem grandes acessórios e roupa branca. Boa aura, boa energia e bons desejos na hora da vitória."


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Em Caracas, Cristina Kirchner foi recebida pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, em março deste ano. (Foto: AFP)

"Muita flor, estampa muito chamativa e colorida e uso exacerbado de acessórios: colar e pulseira verdes. Não precisava."



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